| Em 1991, a cidade
de Feira de Santana passava por
uma onda de violência muito
intensa. A cidade tornou-se muito
ameaçadora para quem vivia
ali. Clovis Nunes tinha acabado
de chegar da Índia, onde
vivenciou algumas experiências
sobre Paz, tinha visitado um grande
líder espiritual chamado
Sai Baba, tinha visitado os trabalhos
de Madre Tereza de Calcutá
visitando também o museu
de Maratman Gandhi. Nesta oportunidade
Clovis teve contato com manifestações
do movimento de não-violência,
um movimento que foi deixado por
Gandhi.
A palavra não-violência
é uma palavra nova no
idioma português, porque
ela é escrita com um
traço de união
no meio e é uma palavra
composta, portanto ele não
significa um neologismo que
reúne não e violência
com se fosse contra a violência,
ou tivesse de alguma forma negando
a violência, a não-violência
é uma atitude, é
uma abordagem diferente do que
nós ocidentais estamos
acostumados a perceber.
A não-violência
ativa conforme foi pregada por
Gandhi é a não
obediência pacífica,
é uma atitude em favor
da Paz, não é
uma ação contra
nada, porque toda vez que você
é contra, principalmente
a violência, você
se torna combativo, você
se torna violento. Diante desta
experiência na Índia,
Clovis com mais um grupo de
amigos resolveram criar um movimento
em favor da paz para amenizar
a violência de sua cidade
e que tivesse com ideologia
a não-violência
surgindo então o MOVPAZ.
O projeto nasceu com 04 ou
05 ações e uma
destas seria a Caminhada pela
Paz, evento este que tem como
lema Paz pela Paz porque não
é contra nada nem coisa
nenhuma, é um evento
a favor da Paz. Ao longo de
10 anos através da prática
foi se descobrindo a necessidade
de ampliação das
ações do movimento
e hoje em dia elas somam um
total de 21 ações
as quais deverão ser
implantadas nos municípios
onde existe o MOVPAZ.
ORLANDO
SARAIVA LESSA FILHO
COORDENADOR DO MOVPAZ PONTE
NOVA

|