| O mundo paga um
preço muito alto por ausência
de paz. Em toda a história
da vida humana neste planeta –
mais de dois milhões de
anos – jamais conseguimos
viver uma só hora de PAZ
na face da Terra. Podemos somar,
ao final do século XX,
mais de quinze mil guerras perpetradas
por todos os povos. O século
XX foi o que mais matou seres
humanos, a maioria civis inocentes.
As principais nações
da Terra armaram-se com ogivas
nucleares, armas químicas
e biológicas, projetando
a indústria bélica
como a maior potência
econômica do mundo. Ainda
hoje, segundo dados da UNESCO,
existem sessenta e oito focos
de guerras ativos sobre o planeta.
Os gastos efetuados para a manutenção
desses conflitos seria suficiente
para erradicar a fome e a miséria
de nosso planeta em, pelo menos,
dez vezes.
Alcançamos elevados
níveis de progresso tecnológico,
conquistamos o espaço
e povoamos a Terra com seis
bilhões de habitantes,
contudo dois bilhões
e seiscentos milhões
de pessoas vivem abaixo da linha
da pobreza. Quinze milhões
morrem de fome anualmente, inclusive
crianças indefesas. Quinhentos
milhões são subnutridas.
Esse quadro mostra a ausência
de PAZ SOCIAL.
Destruímos florestas,
extinguimos diversas espécies
vegetais e animais, secamos
rios e lagos, abrimos a camada
de ozônio, depositamos
na atmosfera anualmente seis
bilhões de toneladas
de dióxido de carbono
e de outros gases que provocam
o “efeito estufa”.
Esses gases levarão pelo
menos setenta anos para se dissiparem
na atmosfera, eles provocam
alterações climáticas
de conseqüências
imprevisíveis para a
coletividade humana. Esse é
o espelho em que se reflete
a ausência de PAZ AMBIENTAL.
Há muitas crises e medos
a nossa volta. Assistimos, dia
a dia, a ascensão da
violência na cidade ou
no campo: a expansão
do crime organizado e do narcotráfico;
a prostituição
infanto-juvenil; a legalização
da prática criminosa
do aborto; assaltos; assassinatos;
seqüestros. A maioria das
pessoas não se dá
conta de que também é
responsável pelo que
acontece. É na omissão
dos bons que os maus prosperam,
gerando a intranqüilidade
e a ausência de PAZ INTERIOR.
Foi o desejo de mudar essa
realidade que fez com que pessoas
se unissem, para criar o “MOVIMENTO
PELA PAZ E NÃO VIOLÊNCIA”.
A idéia nasceu em Feira
de Santana, em 1992. A "Caminhada
pela Paz" tornou-se um
dos maiores eventos do Nordeste
brasileiro e o Projeto caminha
para o reconhecimento nacional
e internacional, espalhando-se
por outras cidades.
As lideranças desse
Projeto acreditam que a implantação
da PAZ será uma construção
da sociedade civil organizada.
Cabe às instituições
governamentais e aos políticos
a tarefa de evitar conflitos
e combater a violência
e compete aos educadores, artistas,
lideranças comunitárias,
líderes religiosos, instituições
de classe, empresas, os que
promovem a cultura de uma forma
geral e os que compõem
a sociedade civil, unirem-se
para a construção
da PAZ, trabalhando em três
níveis: PAZ SOCIAL, PAZ
AMBIENTAL E PAZ INTERIOR.
ORLANDO
SARAIVA LESSA FILHO
COORDENADOR DO MOVPAZ PONTE
NOVA

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